Plug Boleto

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12/22/202515 min read

Boleto Híbrido

Boleto híbrido, boleto com QR Code Pix, Bolepix, Bolecode… Essa nova forma de pagamento é, na verdade, a união de dois sistemas já existentes e superqueridos dos brasileiros: o Boleto e o Pix.

No princípio, quando os bancos ainda não tinham seus sistemas preparados para oferecer o Boleto Híbrido, essa modalidade combinada foi oferecida pelas intermediadoras, de forma independente. Mas, agora ela já vem sendo explorada pelas instituições financeiras tradicionais e dando indícios de que vai invadir o mercado financeiro.

Para que você possa entender tudo sobre a junção do Boleto com Pix, preparamos este guia completíssimo. Nele, você vai descobrir a origem e o funcionamento desses dois meios de pagamento, bem como os detalhes sobre a decisão do BC de mesclá-los.

Também iremos passar pelo processo de pagamento de um Boleto com QR Code Pix, quem pode adotá-lo, quais suas medidas de segurança e demais vantagens. Explicaremos sobre a implementação dessa forma de pagamento, dos requisitos ao passo a passo da geração, passando pelos principais erros e desafios.

Bancos homologados

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Breve histórico e evolução dos boletos bancários no Brasil

Você muito provavelmente já sabe que o boleto bancário é um dos meios de pagamentos preferidos dos brasileiros, mas você sabia que essa relação já é antiga? O boleto surgiu nos anos 80 aqui no Brasil, foi desenvolvido pelo CENEABAN (Centro Nacional de Estudos da Arrecadação Bancária). Além de regulamentado pela FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos).

No início, ele era uma simples guia de pagamento; foi somente em 1993, a partir da Carta Circular nº 2.414 publicada pelo BC, que o boleto ganhou as configurações que conhecemos hoje, com o código de barras que é sua marca registrada.

De lá para cá, novos formatos derivados surgiram, como o boleto no carnê, o boleto recorrente e, claro, o boleto digital. E foram implementados diversos canais de atendimento e pagamento: agências bancárias, ATMs (caixas eletrônicos), casas lotéricas, internet bankings e aplicativos mobile.

Um marco para os boletos

Em 2015, a FEBRABAN suspendeu o uso de boletos sem registro, demarcando uma grande mudança para os usuários dessa forma de pagamento. A mudança foi estabelecida com o intuito de padronizar e centralizar a base de títulos nacionais, e promover mais segurança e flexibilidade aos pagadores.

Uma transição gradual aconteceu durante os anos seguintes. Em 2018 todos os boletos passaram a ter que ser obrigatoriamente registrados junto às instituições e vinculados ao CPF ou CNPJ do devedor para serem válidos.

Ainda, a partir da instituição da Nova Plataforma da Cobrança, os boletos passaram a poder ser pagos em qualquer instituição financeira ou canais de atendimento e não somente no banco emissor. O que tornou esse meio de pagamento ainda mais flexível e usual.

Ou seja, a popularidade dos boletos se deve à sua imensa capacidade de se adaptar e evoluir junto com o mercado, o contexto social e as demandas dos usuários. Ao longo de décadas, o Banco Central, a FEBRABAN e as instituições financeiras nunca deixaram de investir nesse meio de pagamento e, por isso, ele não perdeu sua relevância.

O que é e como funciona o boleto bancário?

Um boleto bancário é um título de cobrança pagável em qualquer canal conveniado até uma data preestabelecida. Ou seja, ele funciona como uma ordem de pagamento, reunindo os dados e elementos que viabilizam a transação:

  • Identificação do emissor e do destinatário;

  • Discriminação do valor, do vencimento e condições de pagamento (multas e juros); e

  • Disponibilização do código de barras e da linha digitável.

Sua estrutura, layout e regras de validação e uso são determinadas pela FEBRABAN, o que garante padronização e confiabilidade para todas as instituições e usuários.

Para emitir a guia, o beneficiário deve possuir uma conta-corrente ativa e uma carteira de cobrança integrada à instituição financeira desta conta. Após emitir o boleto, o beneficiário deve enviá-lo ao pagador para que ele efetue o pagamento.

Após esse passo, o banco do pagador irá processar a transação e transferir o valor para a conta do beneficiário. Dependendo das políticas e prazos de compensação de cada instituição, esse processo pode levar de 1 a 3 dias para ser concluído.

Quer visualizar em mais detalhes como o boleto bancário funciona? Confira o vídeo abaixo:

Como funciona um boleto bancário?

Quem utiliza boleto bancário?

O boleto bancário pode ser utilizado por pessoas físicas e jurídicas, tanto no papel de emissores quanto de pagadores. Apesar disso, a emissão é muito mais comum por parte das empresas e empresários. E a utilização do boleto como forma de pagamento é democrática e popular entre esses dois grupos.

Nos setores de varejo e serviços, o boleto se tornou rapidamente um recurso indispensável, pois trouxe avanços e facilidades para as atividades de cobrança bancária. Isso pensando na comunicação e aplicação de juros e multas, e também no acionamento de serviços de cobrança para recuperação de dívidas. Mas falaremos melhor sobre isso adiante…

Quais as vantagens de utilizar boleto?

A popularidade do boleto é justificada por várias vantagens. Em primeiro lugar, o boleto bancário traz mais controle e clareza para a gestão financeira das empresas. Simplesmente pelo seu formato e estrutura, ele materializa e oficializa a provisão de entradas e facilita os processos de balanço, auditoria e cobrança.

Além disso, o mesmo caráter “oficial” dos boletos ajuda a diminuir as desistências e inadimplências por parte dos pagadores. Afinal, com um boleto emitido fica muito mais fácil adotar medidas como protesto e negativação.

Em um contexto mais macro, o boleto bancário também é um atrativo e facilitador para as vendas. Ele pode ser mais uma opção de pagamento para o cliente final e atender, inclusive, pessoas desbancarizadas ou conservadoras.

Sim, alguns consumidores ainda preferem a tradição do boleto frente a formas de pagamento que envolvem tecnologias ou a informação de uma quantidade maior de dados sensíveis.

Em outras palavras, o boleto é uma ferramenta de potencialização dos ganhos, da fidelização e das oportunidades para os negócios. Assim como um recurso de acessibilidade e segurança para muitos usuários.

O que é Pix?

O Pix é o meio de pagamento instantâneo do Brasil. Ele foi anunciado pelo Banco Central em fevereiro de 2020 e disponibilizado em outubro deste mesmo ano. Sua oficialização e implementação foi concluída em novembro e, a partir daí, o Pix começou sua expansão e revolução.

Antes de falar dela, porém, vamos entender como esse meio de pagamento funciona. Um dos primeiros diferenciais do Pix é, claro, sua instantaneidade. Com ele, transações levam segundos para serem concluídas e os recursos serem disponibilizados para o recebedor.

O Pix também permite operações 24h por dia, sete dias por semana, incluindo feriados e salvo quando o próprio usuário ou instituição bancária configura uma limitação como medida de segurança.

Chave Pix

Ele é gratuito para pessoas físicas e MEIs, de baixo custo para os demais usuários (comparado com os meios tradicionais de transferência TED e DOC). Além disso, o Pix é muito fácil de ser feito, demandando apenas um aparelho celular e um único dado do beneficiário – a famosa chave Pix.

A chave Pix deve ser previamente cadastrada, podendo ser o CPF, CNPJ, e-mail ou número de celular do titular da conta, ou uma chave aleatória. Na hora da transação, o sistema identifica as informações da conta do credor a partir dessa chave, dispensando que o usuário saiba e informe um conjunto extenso de dados.

E mais: é um sistema de pagamento flexível e multiproposta, possibilitando transações entre instituições distintas e de qualquer tipo, valor ou origem – entre pessoas, empresas e governo. Sem contar que ele conta com mecanismos robustos e modernos para garantir a segurança das transações.

Ele surgiu justamente para ser tudo isso: um meio de pagamento amplo e moderno, que pudesse movimentar o mercado econômico-financeiro e combinasse praticidade e segurança.

No contexto da pandemia, o Pix caiu como uma luva e logo haviam milhões de chaves Pix cadastradas e usuários usufruindo das suas funcionalidades e vantagens. Ao longo dos anos, o BC lançou novos meios de pagamento e recebimento derivados dele, como Pix Saque, Pix Troco, Pix Cobrança e QR Code Pix.

E foi assim, também, que o Pix revolucionou o processo de pagamento de boletos, a partir da criação e implementação do boleto híbrido.

O que é boleto híbrido?

Quem achou que o surgimento do Pix iria ser o fim dos boletos possivelmente não previu que esses meios de pagamentos poderiam e seriam combinados. Foi desse match que surgiu o boleto híbrido ou o boleto com QR Code Pix – também chamado por alguns de Bolepix ou Bolecode.

Desde 3 de fevereiro de 2025, está em vigor a nova regulamentação do Banco Central que permite o pagamento de boletos via Pix por meio de QR Code. A medida traz mais agilidade e praticidade, tornando essa opção oficialmente disponível para todos os usuários. Algumas instituições já ofereciam esse recurso de forma experimental, mas agora ele passa a ser padronizado, com regras claras para bancos e demais participantes do sistema financeiro.

Mas, o que, então, é um boleto híbrido? Ele é o documento de cobrança, com as mesmas características e regulações do boleto bancário padrão, mas com uma adição: um QR Code Dinâmico do Pix. Ou seja, ele é literalmente um boleto que, além do código de barras e da linha digitável, possui um QR Code, o qual direciona o pagamento via Pix.

Assim, o pagador/cliente decide como prefere realizar o pagamento da fatura, usando o código de barras ou o QR Code. E o emissor contempla mais de uma forma de pagamento em uma única guia com a possibilidade de receber os recursos de forma imediata.

Alguns modelos de boleto híbrido também podem contemplar um Código Copia e Cola do Pix. Ele funciona como uma versão da linha digitável do boleto, para ser usada quando o pagador preferir concluir a operação via Pix, mas não tiver como fazer o escaneamento do QR Code.

Benefícios de usar boleto híbrido para empresas e clientes

O boleto híbrido é fruto de uma das extensões do Pix, o QR Code Dinâmico, e mais um recurso facilitador para todos os usuários envolvidos nesse ecossistema: empresas e clientes, recebedores e pagadores.

Para as empresas que emitem boletos, o modelo híbrido é sinônimo de economia, otimização de tempo e melhora na experiência de pagamento de seus clientes. E, ainda, a chance de um recebimento instantâneo, sem restrição de dias ou horários, e de aprimorar suas operações de cobrança.

Já para os clientes, o boleto híbrido traz liberdade de escolha na hora do pagamento e também facilita para aqueles que não possuem familiaridade com o Pix. O que, nos dois casos, garante maior comodidade, confiança e satisfação.

Além disso, o Pix é uma modalidade de transação tão segura ou até mais que o TED e o DOC. Afinal, foi desenvolvido tendo as medidas de segurança desses sistemas já existentes como base e com recursos tecnológicos e avançados de autenticação e criptografia. E, ainda, oferece os mesmos recursos de garantia, protesto e cobrança do boleto tradicional.

Boleto híbrido e Pix: qual a relação?

Apesar do nome dessa modalidade de pagamento ter o boleto em destaque, o boleto híbrido tem uma relação mais íntima e direta com o Pix. Afinal, é o sistema do Pix que viabiliza esse formato e é acionado quando o QR Code é escaneado.

Ou seja: ainda que tenha partido de um boleto, todo o pagamento feito pelo QR Code é processado como uma transação Pix, envolvendo todos os seus requisitos e vantagens. A compensação do pagamento é realizada rapidamente, a qualquer hora e em qualquer dia, com toda a praticidade e segurança do Pix e o banco faz automaticamente a baixa do boleto vinculado.

Nesse sentido, é inegável o impacto do boleto híbrido nas operações de cobrança, pois ele realmente muda o conceito e a dinâmica do processo de pagar as contas. A partir da relação entre boleto e Pix, problemas de segurança e usabilidade foram resolvidos e facilidades antes inimagináveis se tornaram possíveis. Liquidação imediata de boletos e dois meios de pagamento em uma única guia, por exemplo.

Qual o papel do Banco Central na inovação do Boleto híbrido?

Além de realizar transferências via Pix, os recebedores também podem gerar QR Codes para viabilizar cobranças. Essa forma de iniciação de pagamentos foi uma das primeiras evoluções na agenda do Pix que o Banco Central implementou.

Seu papel na inovação do boleto híbrido, portanto, foi crucial, à medida que estruturou a funcionalidade-base para que esse meio de pagamento surgisse e fosse implementado com segurança.

O BC também contribui, de forma mais geral, com políticas de incentivo, atualizações e regulamentações visando o aprimoramento das modalidades vigentes, a estabilidade do sistema financeiro e o bem-estar econômico da sociedade.

Como funciona o processo de pagamento de um boleto híbrido impresso?

Pagar um boleto com QR Code Pix é bastante simples, pois não difere muito do pagamento de um boleto padrão. No caso de um boleto híbrido impresso, o primeiro passo para o pagamento é ler o QR Code Pix. Para isso, basta:

  1. Abrir o aplicativo do banco;

  2. Selecionar a opção de pagamentos ou boletos;

  3. Escolher “Ler QR Code” ou opção similar;

  4. Apontar a câmera do celular para o código contido no boleto;

  5. Prosseguir com o pagamento seguindo os passos de conferência e autenticação do banco ou instituição financeira.

Como funciona o processo de pagamento de um boleto híbrido digital?

Agora, se estamos falando de um boleto híbrido digital, é possível abrir o boleto em um dispositivo diferente para realizar o escaneamento do QR Code e seguir os mesmos passos do boleto impresso citados acima.

Ou, então, é provável que esse boleto híbrido possua, além do QR Code, um Código Copia e Cola Pix que pode ser copiado e usado para finalizar o pagamento. Para isso, em vez de selecionar a opção “Ler QR Code”, procure e selecione “Pix Copia e Cola” no aplicativo do banco. Aí é só colar o código copiado no campo disponível e seguir os passos até o boleto ser pago.

Ao prosseguir com o pagamento de um boleto híbrido utilizando os elementos do Pix – QR Code ou Código Copia e Cola –, a operação será processada como uma transferência Pix e, portanto, a liquidação do boleto será imediata.

A vantagem para o recebedor é ter o pagamento em mãos rapidamente e para o pagador é quitar seus débitos em tempo real e poder conferir que não rolou nenhum erro ou ficou nenhuma pendência.

Um outro detalhe importante é que o QR Code Pix presente nos boletos híbridos são QR Code Dinâmicos. Eles são vinculados aos dados da operação (já contidos no boleto), sendo exclusivos e podendo processar um único pagamento. O que anula as chances de pagamento em duplicidade e garante muitas outras vantagens.

Qual a diferença do QR Code Estático e Dinâmico do Pix?

No Pix, existem QR Code Dinâmicos e Estáticos e ambos funcionam como direcionadores para um pagamento via Pix. Entretanto, cada um é indicado para demandas e usuários diferentes.

QR Code Estático: o que é?

O QR Code Estático é um código único que pode ser usado em diversas transações e por várias pessoas. Nesse modelo, o QR Code pode ter um valor predefinido pelo recebedor ou, simplesmente, servir como um atalho para a chave Pix do beneficiário, com o valor sendo definido pelo pagador no momento da transação.

Justamente por esse caráter mais informal e aberto, o QR Code Estático é considerado apenas como um meio de transferência monetária e não um meio de pagamento. Apesar de gratuito, as transferências feitas por ele são menos seguras e não podem ser rastreadas, o que é contraindicado no caso de transações comerciais.

QR Code Dinâmico: o que é?

Já o QR Code Dinâmico é um modelo de código exclusivo e totalmente vinculado a uma operação. Ou seja, a cada transação em que o pagamento via Pix for ser oferecido, é preciso gerar um novo QR Code dinâmico. E depois que ele foi utilizado para a conclusão de um pagamento, ele é invalidado.

Essa modalidade também permite incluir informações específicas sobre o pagamento, como os dados do recebedor/pagador, o valor, data de expiração/vencimento, flag de aceite após o vencimento, juros, multa, descontos e um descritivo no campo “informações adicionais”.

Assim, o usuário que leu o código de um boleto e pagou pelo QR Code Dinâmico pode ser facilmente identificado, o banco é capaz de fazer a baixa automática do boleto e a operação toda se torna mais rastreável, integrável e segura. Os riscos de pagamento em duplicidade são zerados e o recebedor não precisa se preocupar com operações de estorno por conta desse tipo de problema.

Desse modo, o QR Code Dinâmico do Pix é o modelo recomendado para empresas que desejam receber via Pix, independente do seu porte ou setor de atuação. E, também, o tipo de QR Code que é utilizado nos boletos híbridos.

Quem deve utilizar QR Code chave estática?

Como falamos, o QR Code de chave estática é normalmente utilizado por pessoas físicas, em situações de pagamento informais, como entre amigos, e transferências monetárias pontuais, como doações, por exemplo. E, também, por usuários pessoas jurídicas em transações que não possuem caráter comercial ou formal.

Quem deve utilizar QR Code chave dinâmica?

Agora, falando dos usuários do QR Code chave dinâmica, temos todos os tipos de empresas e empresários. Do microempreendedor às multinacionais, do varejo à indústria, dos serviços ao e-commerce…

Todos os tipos de transações comerciais e cobranças formais devem ser feitas através de um QR Code Dinâmico, e não Estático. Inclusive, está se tornando obrigatório em todos os estados brasileiros que o comprovante de pagamentos eletrônicos via Pix seja vinculado à NFC-e, o que inviabiliza o recebimento de Pix por meio da chave manual/estática, que não fornece nenhum tipo de identificador da transação.

Qual o problema da pessoa jurídica utilizar chave estática para pagamentos?

Receber pagamentos por Pix é algo superinteressante e que muitas empresas queriam colocar logo em prática. Por isso, muitas delas acabaram implementando esse novo meio de pagamento a partir das chaves estáticas. No entanto, apesar de em teoria ser uma solução, esse definitivamente não é o cenário ideal.

Por conta das características e limitações desse recurso, as empresas que realizam recebimentos usando um QR Code Estático estão muito mais sujeitas a golpes, vazamentos de dados, erros e furos em sua gestão financeira-contábil-fiscal.

Além da dificuldade de rastreabilidade e comprovação dos recebimentos, elas podem desenvolver passivos fiscais e ter graves problemas junto ao Fisco, tanto no âmbito jurídico quanto no pessoal.

Por isso, para manter uma gestão financeira e fiscal segura e adequada à legislação, pessoas jurídicas devem sempre receber pagamentos através de chaves dinâmicas, disponibilizando-as aos seus clientes de forma direta ou a partir de um boleto híbrido.

Medidas de segurança do boleto híbrido

Toda e qualquer transação do Pix só pode ser iniciada no ambiente de relacionamento do usuário de cada instituição. Este ambiente deve ser seguro, acessado por meio de uma senha, token ou outros dispositivos de segurança integrados ao telefone celular, como reconhecimento biométrico e facial. E isso também se aplica ao boleto híbrido.

Além disso, o QR Code Dinâmico, como já explicamos, é desenhado para ser totalmente rastreável e ajudar eficientemente na identificação de fraudes, golpes e outros crimes envolvendo pagamentos via Pix. Portanto, as medidas de segurança do boleto híbrido contemplam identificações das personas envolvidas e das operações, e autenticação de dois fatores.

E, ainda, o tráfego das informações é criptografado dentro da Rede do Sistema Financeiro Nacional (RSFN) – a mesma pela qual cursam todas as transações do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) – e dos sistemas internos do Banco Central.

Requisitos para gerar um boleto híbrido

Por se tratar de um meio de pagamento que combina o boleto e o Pix, é preciso ter em mente que para gerar um boleto híbrido o cliente precisa cumprir os requisitos e ter autorização para gerar boletos e QR Codes Dinâmicos do Pix.

Além disso, pensando especificamente nos requisitos do boleto híbrido, o usuário deve:

  • Ter uma conta pessoa jurídica junto a uma instituição financeira que ofereça esse meio de pagamento entre seus serviços;

  • Habilitar a cobrança por Pix na conta corrente;

  • Usar o webservice bancário para a emissão do boleto;

  • Criar e acionar uma identificação para geração de boleto híbrido na integração do ERP com o banco.

Como gerar um Boleto Híbrido?

Um boleto híbrido até pode ser gerado via internet banking nas instituições que aderiram a essa modalidade, neste caso um a um e com uma conciliação junto ao sistema somente manual.

Mas, o mais indicado para empresas que possuem um grande volume de emissão de pagamentos ou que desejam ter mais segurança nesse processo é a geração a partir de uma API. Assim, a geração pode ser feita de forma automatizada e integrada ao sistema.

Erros comuns ao gerar boleto híbrido e como evitá-los

Um dos erros comuns ao gerar um boleto híbrido está relacionado à baixa dos pagamentos. Se tratando de um boleto híbrido personalizado e criado manualmente, em que um título de cobrança via boleto e via Pix são gerados separadamente e depois unificados em uma única guia de pagamento, é fundamental que seja programada a baixa do título não utilizado pelo pagador para evitar conflitos futuros.

Outro erro é a não padronização do dia de referência da conciliação. Como o boleto híbrido pode ser pago pelo código de barras, demorando geralmente 1 dia para ser liquidado, ou pelo QR Code Pix, com a entrada instantânea do dinheiro na conta, o empreendedor precisa fazer uma opção de fazer sua conciliação diária baseada no arquivo de retorno do banco ou no crédito em conta. Isso para que não haja confusão e erros na gestão de fluxo de caixa.